Publicada em 06 de Julho de 2017

Alunos de Timbó do Sul participam de projeto de Educação Patrimonial

O conhecimento adquirido durante as aºÁes de resgate e monitoramento arqueol│gico realizadas nas obras
de implantaºúo e pavimentaºúo da BR-285/RS/SC, entre Súo Jos® dos Ausentes (RS) e Timb® do Sul
(SC), vem sendo compartilhado com a comunidade escolar por meio do Programa Integrado de Educaºúo
Patrimonial. Entre os dias 23 e 28 de junho, a equipe de Gestúo Ambiental contratada pelo Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT/SC) promoveu atividades te│ricas e príticas com alunos
do 1o e 2o anos da Escola de Ensino Bísico Timb® do Sul.

Em um primeiro momento, a arque│loga Mariana Ara║jo Neumann apresentou aos estudantes os conceitos
e significados dos temas trabalhados. Ela explicou que patrimnio cultural súo todas as expressÁes,
materiais ou imateriais, que contam a hist│ria de um grupo. Jí o papel da arqueologia, completou, ® revelar
o passado da humanidade antes mesmo do registro escrito. óÔé¼┼ôContamos a histá│ria atravá®s das coisas
deixadas para tráísóÔ鼨, resumiu. No caso do Sá¡tio Arthur Piassoli, localizado em uma áírea por onde passaráí a
rodovia, em Timb® do Sul, foram encontradas peºas manipuladas por sociedades ind¡genas pr®-coloniais.
óÔé¼┼ôSáúo materiais de pedra lascada e polida, denominados de artefatos lá¡ticos, utilizados por caáºadores-
coletores na exploraáºáúo dos recursos da florestaóÔ鼨, afirmou.

A segunda parte da atividade consistiu em uma sa¡da de campo para trilha do Portal do Palmiro, no interior
do munic¡pio, onde gravuras rupestres indicam a presenºa de civilizaºÁes humanas muito antigas na regiúo.
O grupo passou pela Cachoeira do Escorpiúo, local em que a equipe tamb®m registrou a presenºa de
artefatos l¡ticos, at® chegar a atraºúo principal: a caverna conhecida como Toca do Tatu. A furna composta
por dois t║neis quase paralelos recebeu esse nome por tratar-se de uma paleotoca, abrigo escavado por
mam¡feros gigantes (como o tatu e a preguiºa) que foram extintos hí cerca de 10 mil anos. No interior da
caverna os alunos visualizaram diferentes grafismos rupestres, que súo imagens gravadas em incisÁes na
pr│pria rocha, e foram desafiados a imaginar como estas pessoas viviam.

Conforme Mariana, a dataáºáúo do registro ainda á® desconhecida. óÔé¼┼ôáÔÇ░ um sá¡tio bastante diferente do que a
gente conhece para gravura rupestre, mesmo para o estado de Santa Catarina, o que dificulta a associaºúo
a um grupo á®tnico conhecido ou a determinaáºáúo da cronologia.óÔ鼨 Por náúo ter sido escavado, ela ressalta que
o local deve ser preservado. óÔé¼┼ôQuando alguá®m sabe que estáí num sá¡tio arqueolá│gico, o que significa que
pessoas do passado moraram ali, núo se deve tirar nada do lugar. Um m¡nimo detalhe pode
descontextualizar a interpretaáºáúoóÔ鼨, explica.

Projeto prev¬ o lanºamento de uma publicaºúo

O conhecimento da equipe serí agregado ás atividades do projeto Ensino M®dio Inovador, o qual ®
desenvolvido no turno inverso das aulas e com foco na pesquisa das potencialidades de Timbá® do Sul. óÔé¼┼ôA
escola recebeu muito bem a nossa ideia de propor uma pesquisa sobre o patrimnio arqueol│gico do
munic¡pio. Acompanharemos a produºúo dos relat│rios dos alunos e a ideia ® criar uma publicaºúo que d¬
suporte para os professores trabalharem os temas de arqueologia e pr®-hist│ria como preparaºúo para
visita áá trilhaóÔ鼨, adianta Mariana.

A professora de Histá│ria Selma Barbosa Wolff destaca os benefá¡cios da parceria. óÔé¼┼ôOs alunos puderam ter
a práítica daquilo que eles antes sá│ viam nos livrosóÔ鼨, afirmou. A educadora avalia ainda que o projeto oferece
novas perspectivas de reconhecimento histá│rico. óÔé¼┼ôO livro didáítico tem a histá│ria do europeu. Mas isso aqui
® a nossa hist│ria, a hist│ria de Timb® do Sul e da sua colonizaºúo. Acredito que os alunos estúo tendo a
oportunidade de conhecer e recontar o passado do municá¡pio e da vida deles.óÔ鼨